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______________as faces e as auréolas o avesso e o nascente____a confidência estrangulada de um passo de íris no centésimo delírio de um respiro_____________________
nem tanto nem mais nem pouco nem o resto. rasto de um abraço no arrasto de pétalas que a distância faz perto. no desfoque do tempo que foi passo de chegada. entre livros e trevas que se enlaçaram. como pássaros ao norte ou apenas um anel. envolvente.____________resgate. écran de cadências. crisálidas. tudo mas tudo rente à Alma. em permanente laço de todos os azuis. quentes. próximos. duendes mutantes do amor. cálido. escorrente.
(para IV. para Z.Luis. para a Crisálida. para A.José.para a Maré)______________"centésimos" passos)
e a cada instante a ausência do tempo é uma viagem do silêncio
e assim te.nos deslaço de um aparente rigor cumprida que foi a invocação dos elos mais breves. exílios e frutos. como pétalas a serem arvoredo.
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
da memória que não é breve. recado e recato.
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isabel mendes ferreira
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11:15
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
o vencido silêncio é dedo voraz na terra branda_______rumo insone. tempo de legados. ergue-se a vida em lírica glosa de música________perplexos os amplexos que nos são próximos
como véus. e intoleráveis como estrelas . sem redenção.
bom fim de semana____________________.
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isabel mendes ferreira
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9:16
Etiquetas: de anjo marginal (JR)___(orgão)_______com lars raun
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
_e assim vão os dias. insepultos e cândidos_________________________________________________________
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na
vasta e larga e elástica e nada frágil experiência do prudente fogo branco. o mais iniciático bailado da linguagem simbólica. não faças não desfaças não deslaces não rasgues. a noite é um luto amável. mutação das quietudes. taças e lírios que amamentam um inconfidente sorriso. cadência dos refúgios. não desfaças. não deslaces.

esta vasta vastíssima claridade que é mancha e tecido em relevo_________________________um pouco como as mãos. teclas em parto. no
contágio das algemas. segredos tão lâminas. amplas. vastas e nunca frágeis.raras.
crueza inobediente do que é perfume ferino. cortante. na idade vivíssima das pétalas e dos ombros. onde tudo é prumo. e o abraço apenas movimento.
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isabel mendes ferreira
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22:54
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
tão próximo quanto diferente___________um ramo de azul como os teus olhos.que não são azuis. como anjos caídos à porta.que não são anjos. endereço inválido em cada milagre alienado. o mundo não pára mesmo que as vicissitudes sejam equimoses do espírito ou penetrância dos errantes. o que dizes não chega a ser
nem instável nem destino do ciúme. apenas recados penitentes do insublinhável.
coisas vãs como baba de criança ou castelos de soluços. coisas de papel. apenas.
e a dança dos anjos não te é nem fácil nem critério alcançável. depurado e radioso o corpo escrito do amor é texto duplo. sentido marginal onde o sangue é corcel e pesa só o instante da memória.
a noite não é repouso plácido nem repousa em falsos fascínios. o espaço_________esse passo de
mistério é toda a ressonância dos cúmplices. como lâmpadas traficantes de falsa luz. é só investida de murmúrios. foco e eflúvio. rastilho fúlgido que dura tão pouco.
ofereço-te o azul profundo das hortênsias. feições neptúnicas que aumentam a sombra. ao longe
o turvo é doce________________e mudo.
_________________e os predadores__________vermes. de óleo. azul frio. capcioso. trituradores elípticos.
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isabel mendes ferreira
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21:51
Etiquetas: as hortências roubei ao "pé de meia"....:)
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

uma a uma as palavras são pequenos ícones. a inchar uma pobre sequência demente e pontos ou estacas obscuríssimos adjectivos insubstantes que derivam em veias descarnadas que não transportam nem sangue nem ossos mutantes. a negro sobre o branco desmaiam esquartejadas. impúdico purgatório olham-se nos olhos explosivos e ardem. áscuas. arrítmicas e rugosas. porém ensombradas de falsos brilhos num combate ardiloso de penumbras e tesouras. que afiam e cortam o fio de uma dança autista. de um concerto de assobios. fica o frio. os poros em farrapos. avalanche cromática do cuspo e do veludo da raiva e das vértebras queimadas.
uma a uma as palavras valem nada. são cegas. ordeiramente fábulas. e quase se morre por um nome. comunicante.
domingo, 15 de Novembro de 2009
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a casa sempre foi declinação do gesto cuidador. da música e dos prelúdios silenciosos. a imagem
o parênteses o fluxo e os fluidos o écran e o incêndio o jardim e a esfericidade o sentido gráfico da chegada a intermitência e a estranheza a organização das chamas. a asa. a casa. a língua acústica .
a mala. a porta. a ponte. este perto que é horizonte. labareda e útero raiz e gelo água e
império de flores e de suspiros cave e pólen cicatriz e espelho lobos e moléculas furna e excesso.
chão.

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isabel mendes ferreira
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10:24
Etiquetas: cristo de paulo neto
